Na terça feira passada, a Ana fez 1 ano de Holanda. Fomos todos jantar fora para comemorar a efeméride. Ainda não tinhamos saído da Laranja Electrónica, e já o granel tinha começado: apetecia-lhe experimentar comida surinamesa, e tinham-lhe recomendado um restaurante ao pé da estação HollandSpoor, chamado LungFung. Fomos à procura na net, e demos com a página do dito LungFung. Só que não ficava perto da dita estação, mas sim do Grote Mart, o sitio da mega-esplanada, segundo o mapa do GPS. Confiando na tecnologia, lá fomos todos para o Grote Mart, e de facto, demos com o LungFung. À entrada do restaurante estava um neon que dizia “LUNGFUNG – CHINESE AND SURINAMESE FOOD”. Pronto, era ali, sem dúvida. Mas depressa uma dúvida se colocava: sendo o Suriname outro nome para a antiga Guiana Holandesa, um pais a norte do Brasil, o que é que isto tinha a ver com a China? Afinal, afinal, são apenas 2 continentes em lados opostos do globo. A fome apertava, e decidimos entrar sem demoras. Lá dentro, o staff era todo chinês, e falavam chinês entre elas. Sul-americano? Só se tivesse uma garrafa de guaraná no frigorifico.
A minha sorte proverbial continua a dar sinais, e toda a gente apanhou um menu em inglês excepto eu, que levei com a versão holandesa. Podia ter sido pior, e ter levado com a versão original… Em relação aos pratos, foram escolhidos meio ao acaso. Havia lá um mix de carnes que nos pareceu interessante. Encomendámos o arroz e a massa frita tipica dos chineses para acompanhar. Um rebelde pediu uma coisa mais estranha, que afinal não passava de outro nome mais exotico para os tais molhos de bróculos enfeitados de strogonoff de galinha, a boiar em baba de alien chinês. Mas o mix de carnes foi o jackpot! Uma das carnes era literalmente o belo do chouriço português, que evaporou num abrir e fechar de olhos. Curiosamente, o frango foi a última das carnes do mix a acabar. Geralmente o frango é o valor seguro.
Depois do jantar, voltámos ao Grote Mart, ao já tradicional bar ‘De Zwarte Ruider’, o tal Cavaleiro Negro. Como hoje não estava à pinha, arranjámos uma mesa redonda com facilidade. A Ana fez questão de pagar a primeira rodada, cerveja para todos, e coca-cola para mim e para a Silvia, os dissidentes não-alcoólicos de serviço. Claro que ninguém arredou pé enquanto cada um de nós não pagou uma rodada ao pessoal. A conversa animada, e bem regada, demorou 30 segundos a descambar para o sexo, e foi o tema forte da noite. Pensando bem, costuma ser sempre o tema forte de qualquer conversa de Portugueses. Conversa de gajos? Esqueçam lá isso…. que elas são piores que eles. Afinal, quem ficou mais vezes corado foram os rapazes. Mas pronto, juntem 8 portugueses e algumas cervejas que dá sempre nisto…
À meia-noite, transformá-mo-nos todos em abóboras, e lá nos arrastámos para casa, que no dia seguinte, era dia de picar o boi.
quinta-feira, 12 de outubro de 2006
A Ana fez um ano de Holanda
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Mais uma chegada atribulada
Obviamente, hoje não podia haver uma chegada normal à Laranja Electrónica. Vim de tram, atravessei as ruas, porque a paragem fica do outro lado do canal que divide esta avenida ao meio. Na ultima passadeira, onde ontem vi os cavalos e os guardas da rainha, sou hoje quase que atropelado por um Porsche Boxster preto. Como quase todos os Porsches, este também tinha uma loiraça lá dentro; mas neste caso –raro, note-se- a loiraça vinha ao volante. Virou para a Laranja Electrónica, e estacionou mesmo em frente da porta. Quando eu estava a entrar, reparei que ela também vinha para o mesmo edificio. Quem será a misteriosa loira do Porsche preto?
terça-feira, 10 de outubro de 2006
Primeira noite no ginásio
Ontem foi a primeira vez que fui treinar a sério no novo ginásio. Ainda não tenho o código mágico que permite fazer as mariquices todas, mas aquilo funciona à mesma.
Na parte das máquinas, há uma data de regras mariquinhas: não se pode ficar mais que 12 minutos na mesma máquina, mesmo que a seguir se passe para a máquina ao lado, não se pode usar t-shirts de manga cava ou tops para as senhoras,; e ao sair da máquina é preciso limpar com papel e um spray que lá está. Bom, afinal afinal isto é um Fitness Studio e não um ginásio. Definitavamente os 'Holmes Place' não são para mim. Podem ter montes de miudas vestidas de licra mas têm um ambiente que me dá cabo do juizo.
Lá me dediquei ao meu treino, e como seria de esperar, um ginásio como este está muito limitado em matéria de pesos livres. Só tem halteres, e apenas até aos 20 kilos. De resto, tudo máquinas. Claro que para fazer exercicios mais exoticos, não dá. O staff é muito simpático e disponível, mas percebe tanto disto como eu de dançar Ballet em pontas. Disse que queria fazer supino declinado, porque tinha de treinar o peitoral inferior, e ele disse "inferior? Mas o peitoral é só um musculo... Vai fazer pec-deck que também faz bem!". Djizus! Meu querido AssaforaGym...
Depois dediquei-me a uma variante muito popular de cardio que há por aqui: remo. As máquinas são baseadas em ar, pelo que quanto mais se puxa, mais ventania aquilo faz. Numa sessão de sprint, ia partinho a máquina...e o contador digital chegou ao indicador das 2000Kcal/hora, e depois fez reset. Estes holandeses são uns fracalhotes! Deviam ter destas máquinas nas universidades inglesas, ver o que é que eles lhes diziam.
A caminho dos balneários -brutais como seria de esperar- reparei do posters de uma nova modalidade: Nike Rockstar Workout Bollywood. Onde é que isto vai parar. Na Quinta-feira colo-me à vitrine da sala de aérobica para ver que raio de treino sai daqui. Dança do ventre com fatos de lycra e Nike Shox? É que só pode...
E acho que me decidi a experimentar os BTS- Les Mills. Depois de vários anos a dizer mal daquilo, convictamente, vou passar ao próximo passo: experimentar para passar a poder dizer mal a 3 dimensões. Lá tirei os panfletos dos Bodycoisos: bodypump, bodyattack, bodybalance, bodycombat... A ver vamos, como diria o ceguinho!
Manhãs Alucinantes
As minhas vindas matinais para a Laranja Electrónica estão cada vez mais líricas. Ontem, juntamente com o tram (os tais eléctricos cá do sitio), vinha uma empilhadora em plena avenida, a todo o gás. Basicamente, desceu a avenida quase à mesma velocidade que o tram. Lá dentro, estava um gordo careca, de cabelo quase rapado, enorme, todo vestido de preto, e com a tshirt atrás a dizer ‘PSYCHOTIC’. Pudera!
Hoje na passadeira de peões em frente à Laranja Electrónica, passou por mim uma charrette, com 2 guardas da Rainha, a ser puxada por 2 cavalos pretos que mais pareciam Rotweilers de
Amanhã o que é que irá acontecer? Disco voador ou camião do circo?
segunda-feira, 9 de outubro de 2006
Apartamento novo
Hoje foi dia de tratar da logistica. Preparar as coisas para a última noite no Apartamento 5, tratar da Bicicleta, fazer compras.
Fase 1: ver da bicicleta. Tinha de instalar o meu cadeado, para poder devolver o original ao polaco. Assim foi. Aproveitei e fui dar uma voltinha à praia. Curiosamente, no calçadão da praia não se pode andar de bicicleta. Mesmo que não fosse, também não dava. Basta que haja uma nesgazinha de sol, e Haia inteira desembarca na praia, como os tugas na Caparica, num Domingo de Agosto. Lá me fiquei pela estrada que fica ao lado.
A Orange Beach Cruiser trava a pedalar para trás, portanto aproveitei para melhorar a tecnica. Mas o maior problema é o arranque. Como é de tracção directa, não se consegue puxar o pedal para cima, como estamos habituados. Portanto tive de arranjar maneira de aprender aquele clássico "salto em frente" que os holandeses dão quando começam a pedalar. Numa das ruas interiores, em obras, estava a tentar ver se tinha o pneu de trás com pouco ar. Ligeiro desequilibrio, e BONK! Em cheio nas grades das obras. Tudo a olhar, para o papalvo das acrobacias. Eu fiquei inteiro, mas a campainha não. Agora deixei de ter buzina! Snif! Apanhei as pecinhas todas, mas mesmo assim não funga deve ter havido qualquer coisa que partiu. Entretanto reparei que a minha super-bicicleta tem uma largura descomunal, pelo que não se adequada em nada a ruas comerciais.
Passando pelo AH (vulgo Albert Heijns, o LIDL cá do sitio) trouxe umas superbolachas de maçã em compota e passas. Brutais. Queria trazer também leite com chocolate magro. Fui ao sitio do leite, encontrei a versão achocolatada, e trouxe a versão 0% de gordura. Quando cheguei a casa, saiu-me qualquer que parecia pudim. De facto, tenho de começar a aprender holandês. Mesmo sem holandês, marchou que nem ginjas, que isto de pedalar abre o apetite. Sobretudo quando se tem de subir numa bicicleta sem mudanças!
A minha bicla-do-inferno faz um basqueiro descomunal... Chia e estala por todos os lados. Já fui informada que aquilo é mesmo assim. Também já pedi WD-40 a um colega meu, mas deve ser da estrutura metálica que tem um parafuso a menos. Sai ao dono, tá visto. Eu digo que faz mais barulho que as outras, porque toda a gente olha quando passo, MESMO quando não me estampo. Fui a uma bomba de gasolina, não atestar como teria feito se tivesse em Portugal, mas verificar a pressão dos pneus. Os da bicicleta, não os meus, claro. A máquina era digital, e eu não fazia a minima ideia de quantos bares é que aquilo levava. Olhando para a fabulosa qualidade da borracha dos meus pneumáticos, decidi ficar quieto. De raspão, olhei para o selim - que julgava partido- e percebi que uma das molas estava mais baixa que a outra. Comecei a rodar, enchi as mãos de ferrugem, mas fiquei com o selim nivelados. Aproveitei para aumentar a altura do selim mais um pouco, porque já não preciso de travões Timberland com tanta frequência, e assim também já não pareço o marreco a pedalar numa bicicleta com estilo. No entanto, tenho de tratar da cena do barulho. É um facto que sem campaínha até dá um certo jeito ser ouvido à distância, mas não é nada agradável quando se tem de pedalar meia-hora de seguida.
No regresso a casa, toca a empacotar a tralha, ir ver o apartamento, ver como funcionam as coisas. Deixar lá a maioria das coisas, porque de manhã o plano é tomar banho, deixar lá o restante (o apartamento novo fica a 234 metros do Apartamento 5) e seguir, na LaranjaRolante, para o trabalho. Yeehaa!
Primeiro fds em Den Haag
Começaram a chegar as visitas. Era fds comprido em Lx, e basicamente todos os portugas tinham cá amigos. Na Quinta-feira, o jantar foi num restaurante chinês perto do centro, chamado Shirasagi. Por fora tinha bom aspecto.... e por dentro também. Como seria de esperar o staff tinha os olhos em bico. O problema começou quando reparamos que os clientes também. Todos. Nós eramos os únicos ocidentais no meio de 100 pessoas. No centro da sala estavam mesas enormes, redondas, em que familias inteiras de chineses em 3 gerações deglutiam pratos enormes de comida. Eles podem ser baixinhos, mas fome não lhes falta. Depois de apanharmos uma mesa perto da janela, começamos a rezar para que o menu fosse pelo menos em caracteres perceptiveis. Holândes? Marcha... Porco Agridoce há de ser compreensível mesmo neste linguajar açoreano. Agora caracteres chineses, seria mais complicado. Calhou-nos uma ementa em holandês, mas com tradução em inglês. E pronto, estávamos a jogar em casa. Até tinham números. Mas os chineses de cá são mais refinados. Usam 4 dígitos para referenciar os pratos. Qual será o passo seguinte? Códigos de Barras directamente nos menus? Começou a dança da escolha; entre as curiosidades da praxe, estavam umas coisas que não costumamos ver pelas nossas bandas... Tripas de porco recheadas e fritas? E eu que julgava que isto só havia na Inbicta! Um porco inteiro??? Bom, será que também traz uma coleira a dizer 'Tareco'?
Com estas divagações, ficou-se pelo seguro. Galinha... 2 pratos diferentes de almondegas de galinha. Lá ficamos à espera...eternidades. Quando chegaram os pratos, julgavamos que havia algo de errado. Um dos pratos vinha servido numa tigela de Chau-min cru, com a tralha lá dentro. E o prato de almondegas....era um molho de bróculos. "Chicken meatballs" não passam afinal de um strogonoff de galinha mal-passada.
Sobremesa? Pudim de manga! Em formato de peixe! Oba-oba! Qd chegou, à primeira colherada ficamos com a sensação de que o pudim de manga em formato de peixe, era afinal pudim de truta. Manga chinesa deve ser muuuuuuito diferente da nossa.
Erro três. Pedir café. Voltando a falar português, baixei a guarda e foram encomendados "cafés". Erro crasso. Tudo o santo portuga tem de saber que quando se está em roaming, temos de trocar a palavra CAFÉ por EXPRESSO. Senão sai....chá de café em balde. E assim foi, balde de café à americana, com direito a pacotinho de natas como nos aviões.
Na Sexta-feira, o evento social foi a ida à Casa das Panquecas,junto à praia, em que o menu era de facto....panquecas. Neste jantar havia Portugueses e Italianos. Cada um pediu uma panqueca, na realidade um crêpe, e no fundo saiu uma pizza em massa fina e mole. Uma das portuguesas pediu um crêpe que me fez lembrar um bitoque, porque trazia um ovo a cavalo. Panquecas para a sobremesa? Não podia ser, porque os mestres cucas já tavam a arrumar a tralha... Portuga de facto aqui sofre com os horários. Lá nos ficamos nós pelos gelados. Houve granel com os pedidos portanto ainda conseguimos ficar com um gelado à pala.
De seguida lá fomos nós para o centro da cidade. Primeira paragem: Grote Markt. Embora tivesse a chover de 5 em 5 minutos, a mega-esplanada do centro da cidade tava montada. Pior: tinha gente. Enfiámo-nos para dentro do Cavaleiro Negro, um dos bares que por aqui há. E ainda conseguimos arranjar uma mesa no primeiro andar. No meio da palhaçada ainda tivemos a oportunidade de ver a Ana a fumar em estéreo, e de ver o que os holandeses chamam de vodka-redbull. Uma lata de RedBull, e um shot de vodka ao lado. Curioso... Depois de umas cervejas, fomos para uma disco ali pertinho, onde em 100 metros apanhámos uma molha descomunal. O coitado do Manel trouxe a bicicleta, mais valia ter trazido o JetSki. Lá dentro, um pavilhão com música a abrir, ambiente tipo industrial; o espaço parecia fixe, mas faltava ali qualquer coisa. Por lá a passear, os filmezinhos do costume. As torres, as velhas de 50 de mini saia, os seguranças-portão-de-quinta. Curiosamente, a Brigada-Boiola não marcou presença neste evento. Embora estive longe de estar ao rubro, havia 2 bailarinos negros que lhe davam forte e feio no breakbeat, e houve percussão ao vivo. Pena de facto não estar mais gente, ou o ambiente não ter aquecido mais.
No regresso a casa, lá fomos pela avenida-sem-carros, onde em 100 metros de largura de passeio deserto, quase iamos sendo atropelados por uma brigada de bicicletas apressadas.
sexta-feira, 6 de outubro de 2006
Número Holandês
Hoje na sessão de compras de 5ª feira à noite comprei uns calções de desporto em saldos, para poder ir ao ginásio, e um cartão holandês para o telefone!
Aqui fica o número: +31 614575649
Agora já me podem ligar sem que eu pague um balúrdio em roaming!
quinta-feira, 5 de outubro de 2006
Agora estou a pedalar noutra dimensão
Como estava previsto para hoje, fui ter com o anão polaco, o dono da bicicleta. Lá fizemos o negócio e ele foi simpático, e emprestou-me o cadeado dele até eu poder comprar o meu durante o fim-de-semana.
Colocando a minha querida dentição em risco, andei 100 metros na bicla nova. Por 40 euros, também não se pode pedir muito; aquilo falta-lhe uns parafusos, tem um pedal pela metade, e o selim tem uma mola partida. Só gostava era de saber como é que o polaco de meia tigela e os seus 40 kilos conseguiram partir aquela mola. Afinal pedalar para trás não é muito dificil, e basta um toque na direcção contrária para a bicicleta abrandar fortemente. Aliás, ainda não tinha pedalado 10 metros, já estava mais preocupado em não bater com os joelhos no guiador do que em saber como travar, porque o selim está à altura de uma criança de 12 anos.O meio-polaco foi porreiro, e trouxe-me a bolsinha original que vinha com a bicla, e com todas as ferramentas que são necessárias. Portanto, um dos passatempo deste fim-de-semana vai ser afinar aquilo tudo. Ao menos, fazer com que os joelhos não fiquem todos pretos no primeiro kilometro.
O negócio decorreu à hora de almoço, e quando me ia preparar para ir para casa na bicla nova reparo que tava a chover a potes. Devia era ter comprado uma piroga em vez de uma bicicleta, tou a ver. E ainda não desisti da ideia de vir para o emprego de Jet-Ski. Mas pronto, de volta à terra. Molhada. Lá ficou a coitada da Orange Beach Cruiser a noite ao relento, e fui à minha vidinha de eléctrico.
terça-feira, 3 de outubro de 2006
Ginásio e Bicicletas
Estava eu a montar a minha area de trabalho na Laranja Electrónica, quando dei de caras com uns foruns na intranet. Com o meu poderoso holandês, encontrei a parte dos anúncios, e dei de caras com uma bicicleta da própria Orange, a Orange Beach Cruiser, à venda pelo espantástico preço de 45€ por um caramelo com um nome árabe. Mandei-lhe um mail, a dizer que gostava de ver a bike. Marcámos uma hora, no hall de entrada, e lá fui eu. De notar que a Orange Beach Cruiser é uma bicicleta do estilo clássico, sem travões, ou melhor, com travões-de-pedalar-para-trás, ao estilo nórdico. A bicicleta ta de facto um bocado batida, levou 3 anos de prá-frente-e-pra-trás nesta cidade. Afinal, o árabe era polaco,e tinha metro e meio. Pior ainda, já tinha tado em Portugal, na Caparica, num intercambio cultural do programa Tempus. Disse-lhe que ia pensar... Mas 45€? Por uma coisa que garantidamente anda, tem estilo, e não vai ser roubada nos próximos 5 minutos? Acho que vou arriscar. Não os 45 aérios, obviamente, mas sim a dentição, que nunca andei numa bicicleta sem travões de gente... Amanhã falo com o polaco de nome árabe.
Depois do trabalho fui com 2 dos tugas, o Pedro-cromo-do-billing, e o Miguel, a um ginásio, o SportCity. Por 40 euros, temos direito a um Holmes Place, com squash, solario e sauna incluidos. A sala de máquinas é brutal, tem DEZENAS de postos, as máquinas recebem um código, e ajustam-se automaticamente em carga, posição e repetições. Tecncologia da Guerra da Estrelas (chama-se FitLinx). Ouvi dizer que no final do treino ainda manda para casa um mail com o treino efectuado, e a evolução da forma fisica. Muuuuuito à frente. E claro, ainda há as aero-tretas, tipo body-combat, body-attack, step, e uma modalidade nova, chamada Nike-qq-coisa, que segundo nos foi dito, é uma mistura de streetdance com danças dos filmes de Bollywood. Ah, e também há umas aulas de Thai-bo lá perdidas pelo meio. Se calhar vou experimentar, só naquela de aprender os números...
Como não há bela sem senão, este ginásio tem o seu toquezinho holandês... Mangas cavas ou cortadas? Nope... Tem de ser t-shirt normal. Os ténis não podem ter sola preta, por causa dos courts de squash, e as empregadas da recepção à noite são todas marroquinas. Como é que eu sei? Porque o Pedro-cromo-do-billing começou a falar com elas em árabe, que ele aprendeu quando viveu dois anos em Rabat.
Aparte isso, por 40 euros pareceu-me um bom negocio, embora seja do outro lado da cidade. Por enquanto, isso não chateia, porque há um eléctrico directo de lá para o famoso Apartamento 5.
Amanhã começo treino: tratar da Alma, que o Corpo já não tem cura.